Os homens são tão distraídos… Aliens é o que vos digo!

2549x5371-cute-alien-pictures-cliparts-co-wF5z8B-clipartEu não sou minimamente fundamentalista no que toca à questão de “generalizar géneros”. São certas e sabidas as diferenças de género (e não, não vou falar das outras diferenças… outros post com direito a exclusivo virão), todavia, há um conjunto de características muito interessantes que, de um modo geral, é padrão dos homens e das crianças (jovens adultos incluídos).

Então cá vai: a tampa da sanita nem me aborrece por aí além; mesmo no que toca a tarefas e suas divisões… blá, blá, ok, hás vezes até fico surpreendida por entenderem que, cá em casa, sou  responsável por criar menus (sim, eu sei… ainda por cima o menu escolhido nem sempre é consensual), por ser uma espécie de professora chibanga, que faz adivinhação, e não reparou: Ó mãeee… já não há iogurtes dos meus. – Também o papel higiénico, bem como o seu amigo sabonete não se tele-transportam para a casa de banho, ou ainda as xícaras de café sujas que fazem brilhar a decoração do balcão da cozinha, em vez de tentar – ahhh esforço derradeiro de abrir a maldita porta da máquina –  pôr as ditas na máquina da louça. Enfim, observações intermináveis que contorno com doses do possível humor hormonal de cada dia.

Mas o que me deixa boquiaberta, verdadeiramente incrédula, é essa extraordinária capacidade que homens e crianças têm em fazer gincanas. Sim caros, gincanas! Pasmem-se os mais cépticos, mas eu passo a explicar: A C, as suas amigas ou mesmo a I deixam brinquedos desmaiados pela casa. Na cama da Pipa pode estar uma peúga pronta a ser roída, na escada pode estar o casaco do colégio, espalhados pelo chão este e aquele brinquedo, peças de jogos que já ninguém percebe a proveniência, e por aí fora.

E então vocês perguntam: e então?! Isso é o normal de todas as casas! – pois sim, diria que sim; no entanto, o facto extraordinário são aliens que contornam os objectos. Estas criaturas pairam sobre este universo de coisas diversas, utensílios, agentes microbianos – nunca repararam num cocó que a Pipa resolveu deixar no tapete da casa de jantar, nem têm olfacto para a magnifica fragrância  –   contornam-nos, desenvolvendo um esforço em 3 partes distintas: físico (parece que estão a jogar Twister), teatral (… a ver se ninguém viu que eu vi…), e mental, uma vez que estão sistematicamente preparados para respostas que vão desde o costumeiro: não vi! claro que não vi, senão apanhava! (gosto do ar indignado); ou ainda: Só ia… e de seguida vinha arrumar… – ou whatever!

Há dias em que acredito que me canso menos a limpar cocós de cadela e apanhar brinquedos do que estes pequenos e grandes aliens a fazerem gincanas.

Vou ver se não tropeço em nada no caminho para a cama.

Até já…

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