O filhos não vêm com instruções? Talvez não seja necessário…

Uma das frases que mais ouvimos dizer quando se trata de “minis”: “não vêm com instruções…”

Pois sim. Devo dizer-vos que eu – e isto é verdadeiramente um problema de desordem – não lido bem com instruções. Sou uma pessoa de desordem. À medida que os eventos vão surgindo na minha vida, eu vou lidando com eles.

Se faço planos? Sim, como quase todos nós, todavia, de um modo geral, não tenho um afamado plano B.

Quando a T., há pouco mais de um ano, numa noite gloriosa em que ganhámos o Euro, fez nascer a belissima I., fiquei assoberbada de emoções, sem palavras que pudessem expressar a celebração daquele momento tão único.

 

A I., bebé de colo e muito choro, deu uns longos meses de noites de terror, garantindo que a T. dormia pouco mais de 1 hora. No entanto a T. resistiu estoicamente, sem uma lamuria (com  olheiras que mais pareciam socos do Mike Tyson, e um arrastar de pés à zombie).

Um desses tantos dias, estava a I. a chorar copiosamente ao colo da T. e esta disse-me, com um sorriso caído entre o incrédulo e a estupefacção: “ó mãe, porque é que a minha filha não gosta de mim?” – foi este um dos poucos desabafos que lhe ouvi. Foi a sua maneira de dizer: desliga este nenuco ingrato que nunca está satisfeito com nada… – digo eu. – Sorri-lhe, e apenas lhe disse o que sabia dizer naquele momento, que cada filho é um filho, que há bebés coléricos, que ela também era chorona, and so on…

Hoje a I., com quase 16 meses, é uma traquinas super feliz, aventureira, comilona e muito “agarrada” à mãaaaa.

Hoje estava a ver uma série (This is Us), e ficou-me na mente uma enorme verdade, destas que observei ao longo da minha vida de desordem, de tropeçar e recompor-me, voltar a tentar e verificar que, afinal, já faço “isto ou aquilo” melhor: “os bebés vêm com respostas, e ninguém me tinha dito isso”.

Vida = a estar atento, aprender, fazer, seguir o coração e voltar a fazer, até fazer o melhor possível.

A T. é uma mãe de mão cheia! Um orgulho!

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Um comentário sobre “O filhos não vêm com instruções? Talvez não seja necessário…

  1. Gostei muito de ler o seu post. E achei curioso pois sigo a série que mencionou e essa frase “os bebés vêm com respostas, e ninguém me tinha dito isso”, também ficou na minha mente, enquanto revia mentalmente os primeiros anos da minha filha. 🙂

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