Homens! No plural…

Cá em casa existe uma forma de comunicar que o meu querido L. privilegia. Partindo do pressuposto que somos uma equipa – nos bons e maus momentos – ele, como bom macho alfa, lidera a “matilha”.

É sabido que o macho alfa é aquele que, de forma determinada e confiante, domina, tendo por isso mesmo um papel de liderança no grupo, já que tem uma capacidade de sedução e conquista fora de série (e foi assim que me levou à certa 😊). Se ele fosse uma macho beta (mas não de betinho, de ómega), calculo que a coisa não tivesse feito faísca.

Bom, como bom líder que é, o L. é um gigante a conceptualizar. Tem ideias fantásticas e iniciativas únicas, das mais elaboradas às mais simples e rotineiras; e é aí que a “porca torce o rabo”.

Então, passo a explicar: quando o L. diz: «hoje temos que mudar a água aos peixes», realmente quer dizer: muda, se faz favor a água do aquário, já não dá para ver lá para dentro. Se diz: «Ah! O jantar vai ser esparguete à bolonhesa? O que me apetecia mesmo era frango grelhado…» e gentilmente ainda acrescenta «e assim não tinhas trabalho», o que, sumariamente significa: mete-te no carro e vai buscar um frango e umas batatinhas fritas.

E poderia prosseguir com milhares de exemplos que fazem parte das nossas rotinas, contudo, a nota digna de registo que quero deixar, é a de elogio ao meu L.; nunca se esquece de me “incluir”, somos uma “equipa”! Quem não teve um daqueles colegas de grupo que tinha sempre uma boa desculpa para ser coautor do trabalho, mas não fazia népia?

Pois bem, eu tenho um modelo assim em casa (e até lhe acho muita graça, tanto é que me casei com ele, e sim, ele já falava no plural antes “não comprei gato por lebre”). No plural, sempre no plural!

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Os homens são tão distraídos… Aliens é o que vos digo!

2549x5371-cute-alien-pictures-cliparts-co-wF5z8B-clipartEu não sou minimamente fundamentalista no que toca à questão de “generalizar géneros”. São certas e sabidas as diferenças de género (e não, não vou falar das outras diferenças… outros post com direito a exclusivo virão), todavia, há um conjunto de características muito interessantes que, de um modo geral, é padrão dos homens e das crianças (jovens adultos incluídos).

Então cá vai: a tampa da sanita nem me aborrece por aí além; mesmo no que toca a tarefas e suas divisões… blá, blá, ok, hás vezes até fico surpreendida por entenderem que, cá em casa, sou  responsável por criar menus (sim, eu sei… ainda por cima o menu escolhido nem sempre é consensual), por ser uma espécie de professora chibanga, que faz adivinhação, e não reparou: Ó mãeee… já não há iogurtes dos meus. – Também o papel higiénico, bem como o seu amigo sabonete não se tele-transportam para a casa de banho, ou ainda as xícaras de café sujas que fazem brilhar a decoração do balcão da cozinha, em vez de tentar – ahhh esforço derradeiro de abrir a maldita porta da máquina –  pôr as ditas na máquina da louça. Enfim, observações intermináveis que contorno com doses do possível humor hormonal de cada dia.

Mas o que me deixa boquiaberta, verdadeiramente incrédula, é essa extraordinária capacidade que homens e crianças têm em fazer gincanas. Sim caros, gincanas! Pasmem-se os mais cépticos, mas eu passo a explicar: A C, as suas amigas ou mesmo a I deixam brinquedos desmaiados pela casa. Na cama da Pipa pode estar uma peúga pronta a ser roída, na escada pode estar o casaco do colégio, espalhados pelo chão este e aquele brinquedo, peças de jogos que já ninguém percebe a proveniência, e por aí fora.

E então vocês perguntam: e então?! Isso é o normal de todas as casas! – pois sim, diria que sim; no entanto, o facto extraordinário são aliens que contornam os objectos. Estas criaturas pairam sobre este universo de coisas diversas, utensílios, agentes microbianos – nunca repararam num cocó que a Pipa resolveu deixar no tapete da casa de jantar, nem têm olfacto para a magnifica fragrância  –   contornam-nos, desenvolvendo um esforço em 3 partes distintas: físico (parece que estão a jogar Twister), teatral (… a ver se ninguém viu que eu vi…), e mental, uma vez que estão sistematicamente preparados para respostas que vão desde o costumeiro: não vi! claro que não vi, senão apanhava! (gosto do ar indignado); ou ainda: Só ia… e de seguida vinha arrumar… – ou whatever!

Há dias em que acredito que me canso menos a limpar cocós de cadela e apanhar brinquedos do que estes pequenos e grandes aliens a fazerem gincanas.

Vou ver se não tropeço em nada no caminho para a cama.

Até já…

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